Brasília, DF – O Sindicato dos Farmacêuticos de Brasília (SINDIFARDF) protagonizou na última quinta-feira, 25 de setembro de 2025, uma série de importantes audiências de mediação junto ao Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF). Conduzidas pelo procurador federal Carlos Eduardo Carvalho Brisolla, as sessões buscaram a celebração de Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) com grandes redes varejistas, diante do impasse na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o sindicato patronal desde 2019.
Participaram das mediações representantes do SINDIFARDF, do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do DF (SINCOFARMA), e das empresas Rede Rosário, Rede Pacheco e Raia Drogasil. O principal objetivo era encontrar uma saída para a estagnação das negociações, garantindo condições justas para os farmacêuticos da categoria.
ACORDOS EM VISTA E EXCLUSÃO DA RAIA DROGASIL
Durante as audiências, a Raia Drogasil solicitou sua exclusão do polo passivo. A rede informou que já havia chegado a um consenso, concordando com os termos de um Acordo Coletivo de Trabalho que beneficiará exclusivamente os farmacêuticos de seus quadros no Distrito Federal.
As demais empresas, Rede Rosário e Rede Pacheco, também demonstraram receptividade à celebração de acordos coletivos. Ambas aguardam o envio da pauta de reivindicações para dar início às tratativas de seus respectivos ACTs, que, da mesma forma, se aplicarão apenas aos farmacêuticos por elas empregados. É importante ressaltar que os acordos firmados ou em tratativa com a Raia Drogasil, Rede Rosário e Rede Pacheco preveem salários acima do piso salarial de 2019.
IMPASSE COM O SINDICATO PATRONAL E A NECESSIDADE DO PISO SALARIAL
Apesar do avanço nas negociações diretas com as empresas, o SINDIFARDF continua enfrentando resistência por parte do sindicato patronal, o SINCOFARMA. Este insiste em firmar uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que contemple apenas o reajuste salarial, sem incluir o piso salarial para a categoria.
Para o SINDIFARDF, o piso salarial é a pedra angular de qualquer negociação coletiva, servindo como base para estruturar as demais condições de trabalho. Em 2019, o piso da categoria era de R$ 5.544,00 para uma jornada de 44 horas semanais, valor que se tornou uma referência crucial nas atuais discussões.
CAMINHO PARA O DISSÍDIO COLETIVO
Diante da intransigência do sindicato patronal, o SINDIFARDF já obteve autorização da categoria para ingressar com um dissídio coletivo na Justiça do Trabalho. Este passo será dado mesmo sem a concordância do sindicato patronal, visando garantir os direitos dos farmacêuticos.
Benna Santos, presidente do SINDIFARDF, comentou a situação: “Herdamos essa situação no sindicato dos farmacêuticos e precisamos do apoio da categoria para custear o dissídio coletivo, que irá beneficiar cerca de 50% dos farmacêuticos empregados no comércio varejista de produtos farmacêuticos no DF. Entendemos a insatisfação, mas não existem milagres; existe trabalho, estratégia e união da categoria. Vamos juntos.”
O próximo passo do SINDIFARDF será a meticulosa organização de todos os documentos, propostas e contrapropostas, que servirão de base para o protocolo do dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, em busca da valorização e reconhecimento profissional dos farmacêuticos do Distrito Federal.
Fonte: Sindicato dos Farmacêuticos de Brasília (SINDIFARDF)
